terça-feira, 9 de outubro de 2012

HASTA SIEMPRE CHE GUEVARA!

Há exatos 45 anos, em 9 de outubro de 1967, Ernesto Guevara entraria para a eternidade nos corações e mentes revolucionárias. Essas que, ultrapassando a barreira do tempo, até hoje têm o “comandante” e sua história de vida como exemplo para não apenas o povo latino americano, mas para o mundo inteiro.

Trecho do livro “Ernesto Guevara, também conhecido como Che”, de Paco Ignacio Taibo II (adaptado):

(...) Na metade da manhã, o major Ayoroa solicita voluntários entre os rangers para a tarefa de carrasco. O suboficial Mario Terán pede para matar Che; um soldado recorda: “Como argumento, dizia que tinham matado três Marios da companhia B e como homenagem a eles deviam lhe dar o direito de matá-lo”.

Depois da uma da tarde, Terán entrou no quartinho da escola de La Higuera (o pequeno povoado da Bolívia onde Che fora mantido a cargo dos militares bolivianos e dos agentes da CIA). Trazia nas mãos uma carabina M2 automática. No quarto ao lado, o sargento Bernardino Huanca executava os companheiros Chino e Simón, capturados juntamente com Che.

Segundo as palavras do próprio carrasco: “Quando entrei na sala, Che estava sentado em um banco, com os pulsos amarrados, encostado na parede. Quando me viu, disse: ‘você veio me matar (...) Fique calmo, você vai matar um homem.’Então, dei um passo para trás rumo à porta, fechei os olhos e disparei a primeira rajada. Ele caiu no chão com as pernas destroçadas, se contorcendo; começou a perder muito sangue. Recuperei o ânimo [sic!] e disparei a segunda rajada, que o atingiu no braço, em um ombro, e no coração”. Che estava morto, era uma e dez da tarde do domingo, 9 de outubro de 1967.

Seu corpo foi transladado via helicóptero até Vallegrande, a 50 Km de La Higuera e 770 Km de La Paz. Lá, após a sessão de fotos e entrevistas concedidas pelas forças armadas bolivianas à imprensa (onde os militares faziam questão de mostrar aos fotógrafos os ferimentos dos tiros, na tentativa de firmarem o fato de que Che Guevara estava morto), seu corpo e de seus companheiros foram clandestinamente jogados em uma vala comum pelo capitão Vargas Salinas, a mando do coronel Joaquín Zenteno e do tenente-coronel Selich, tudo com carta branca do então presidente René Barrientos.

Após 30 anos de um show de declarações contraditórias e ridículas com relação ao destino do cadáver de Che por parte do governo boliviano e das suas forças armadas, em 1997 seus restos mortais foram encontrados, exceto suas mãos, que foram amputadas para o exército ter certeza de que era Che aquele homem (por meio de suas digitais), e para servir de troféu aos generais bolivianos. (...)

Che deixou o seu legado ideológico por todo o planeta, nós do Levante Popular da Juventude temos esse dia não como um dia de luto, mas um dia de mística, um dia que nos fortalece mais ainda para a nossa luta e a luta de todos. Outros Ernesto Guevara virão!

HASTA SIEMPRE COMANDANTE!

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