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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Carta de Solidariedade ao Povo Palestino



"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
Che Guevara

A luta por uma sociedade justa, igualitária e solidária é uma necessidade e também uma esperança, capaz de unir todos oprimidos e explorados do mundo. Do outro lado da trincheira estão aqueles, poucos, detentores do poder econômico e militar, que sempre usarão da força para sufocar qualquer movimento de contestação do sistema e da ordem vigente.

A última investida israelense na faixa de Gaza já contabiliza mais de 1.302 mortos e 7.000 feridos, com uma grande parte de mulheres e crianças. O histórico do conflito entre Israel e Palestina demonstra que nunca houve guerra em pé de igualdade, e sim massacre ao povo, a cultura, a liberdade do povo palestino.

            Compreendendo a necessidade de expressar a solidariedade, os movimentos que assinam esta carta realizaram, no dia 28 de julho, um ato de apoio ao Povo Palestino, tendo como síntese esta carta.

Palestina Livre!

Assinam esta carta:
      • Associação Sergipana de Hip-Hop – Aliados Pelo Verso - ALPV
      • Consulta Popular
      • Coletivo de Diversidade Sexual Mão Roxa
      • Coletivo Quilombo
      • Diretório Central dos Estudantes- DCE/UFS
      • Levante Popular da Juventude
      • Movimente Fora da Ordem
      • Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST
      • Marcha Mundial das Mulheres
      • Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos
      • Movimento dos Pequenos Agricultores


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Levante Popular da Juventude Sergipe vai às ruas por uma nova Constituinte

Cerca de 300 pessoas foram as ruas de Aracaju hoje para dialogar com a sociedade e colocar o debate da necessidade de uma nova constituinte para a população. A ação aconteceu no centro da cidade, com inicio na Praça General Valadão, e percorreu todo o calçadão da João Pessoa em direção à Fausto Cardoso. Participaram do ato diversas movimentos sociais e o Levante estava lá para afirmar as pautas da juventude e somar com os outros momentos, porque se compreende que a luta é uma só: uma reforma politica que coloque o poder verdadeiramente nas mãos do povo 

Além de reivindicar uma nova Constituinte Exclusiva e Soberana que represente o povo brasileiro, o ato foi um momento para denunciar o financiamento privado de campanhas politicas, que gera um clico de corrupção e matem no poder um pequeno grupo que não representa os interesses da população. Após eleitos, esses políticos não cumprem o seu papel enquanto representantes do povo, mas sim enquanto defensores de empresas que visam apenas o lucro.

Por isso, ao final do ato o Levante Popular foi  à porta do Banco Itaú, responsável pelo financiamento de campanha de diversos políticos. Fomos denunciar também a posição do Banco Itaú em relação à ditadura militar brasileira, momento de nossa história que oprimiu, torturou e matou homens e mulheres por todo o país. O Itaú avaliou recentemente o golpe militar de 64 como uma revolução, mas sabe-se muito bem que o que aconteceu passou muito longe disso.


O que temos atualmente é uma constituinte que sustenta no poder uma minoria que não defende os interesses do povo. Hoje (07), nacionalmente os movimentos sociais foram às ruas para denunciar essa realidade, apenas uma reforma profunda pode mudar o sistema politico que temos e por isso é preciso ir às ruas, é preciso mostrar que o povo quer ter voz e essa é a proposta do Plebiscito. Setembro está vindo aí, entre os dias 1 e 7 terão urnas espalhadas para todo o Brasil para que você também dê seu sim. Até lá procure o comitê da sua região, junte-se a essa luta também.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Plebiscito Popular une movimentos sociais, sindicatos e independentes em Aracaju

Ontem (26), aconteceu na sede do SINDISAN a Plenária Estadual do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O Levante Popular da Juventude esteve presente e, em conjunto com outros movimentos sociais, sindicatos e cidadãos independentes, foram traçadas as próximas metas do comitê estadual do Plebiscito Popular para ampliar o debate da necessidade de uma constituinte soberana e exclusiva que represente o povo brasileiro. O espaço foi cheio, contando com cerca de 150 pessoas e além do debate rolou também muita música e alegria, não poderia ser diferente na luta popular. 

No espaço foi possível perceber a visão de várias frentes diferentes de luta, ressaltando nas falas de cada organização presente a importância da reforma política. Ao olhar para junho e julho de 2013 lembramos de uma juventude que foi às ruas gritando a urgência por mudanças em vários setores (saúde, educação, transporte público) e a insatisfação com o sistema político atual que nos apontou para uma tarefa maior: modificar esse sistema político que temos hoje, o que dará suporte para o avanço de conquistas nestes e nos mais variados setores. É nesse contexto que a luta por uma nova constituinte surge, visando a necessidade de deixar para trás uma Constituição que até hoje carrega traços da Ditadura Militar Brasileira.


Em fevereiro desse ano ocorreu em São Cristóvão o I Curso de Formação de Formadores do Plebiscito Popular e de lá para cá o que se avalia é que o debate da luta pela Constituinte tem sido levado a vários lugares, se fortalecendo e gerando novos espaços de discussão a cada novo lugar que atinge. É só com uma mudança radical no sistema político que temos hoje que o povo conseguirá pautar suas demandas, deixando para trás uma cultura política que só abre espaço à participação popular através do voto, em período eleitoral. 

A diversidade do povo brasileiro precisa refletir nas decisões políticas tomadas no país, mostrando que aqueles que hoje são categorizados de "minorias" - como a mulher, o jovem da periferia, o trabalhador do campo - são muito maiores e precisam ter sua face representada verdadeiramente. É preciso ressaltar também o papel fundamental da organização da juventude que historicamente protagonizou diversos ganhos ao ir às ruas. 

O que fica é a necessidade do Plebiscito Popular e da luta pela Constituinte em ultrapassar os muros das centrais sindicais, movimentos sociais, universidades, escolas, associações; chegando assim a todo o povo, pois é dele que essa nova Constituinte deve ser. Daqui para a votação, que ocorrerá entre 1 e 7 de Setembro, terá muita luta e formação, fica então o compromisso em ampliar e massificar o debate, trazendo cada vez mais gente para os espaços, pois a luta é de todos nós.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Levante Popular da Juventude Sergipe realiza ato no centro de Aracaju

Nesta manhã (21), o Levante Popular da Juventude realizou, no centro da cidade de Aracaju, o ato em defesa da implantação da Universidade Estadual de Sergipe e de melhorias no transporte público. Ao ocupar a ruas com a batucada e intervenções urbanas, os militantes ressaltaram demandas que afetam diretamente não só a juventude, mas toda a população do estado. Em seu percurso, passou pela Assembléia Legislativa e na Câmera de Vereadores. 

O ato foi uma construção coletiva dos participantes do I Acampamento Estadual do Levante, que iniciou na quinta feira (20) e se estende até o domingo. Contando com a participação de cerca de 150 jovens do campo e da cidade, o acampamento tem como objetivo debater a realidade da juventude refletindo questões específicas em suas diferentes conjunturas. Esse é o espaço para pensar a exclusão na tomada das decisões sociais e o quanto eles afetam a sociedade. 

 Exigindo dos nossos parlamentares mais oportunidade de acesso na educação pública, foi ressaltado que Sergipe é o único estado do nordeste que não a possui uma Universidade Estadual numa realidade que apenas 14% da juventude têm oportunidade de ingressar no ensino superior. Na pauta da educação também estava foi reivindicada a convocação de todos os professores aprovados no último concurso público, assim como um protesto ao fechamento das escolas públicas do interior do estado. 

 Levando a pauta do transporte público para as ruas, exigia-se a aprovação do projeto de Lei nº136/2012. A lei que implanta a meia passagem intermunicipal para os jovens que residem no interior do estado, facilitando o acesso daqueles que não tem instituições de ensino próximo a suas casas, está engavetada na Assembléia Legislativa há dois anos. Defendia-se também o cumprimento da lei orgânica municipal (Artigo 335), que destinaria 66,6% de desconto para estudantes de escola pública e contra o reajuste proposto pelo Setransp. 


É preciso esclarecer à população a lógica obscura por trás dos aumentos da passagem, eliminando a falta de transparência para com os usuários. Na ultima semana estava marcada uma audiência publica para debater o tema, mas foi boicotada sem nenhuma justificativa à população. Dessa forma, o Levante Popular da Juventude exige que essa audiência seja remarcada para que os assuntos sejam esclarecidos à população.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Esta chegando o Acampamento Estadual

Iniciaram ontem (18), no Centro de Formação Canudos, espaço de formação politica do MST-SE, atividades da fase final de preparação para o I Acampamento Estadual do Levante Popular da Juventude. O grupo de jovens do campo e da cidade que chegou antes do acampamento que acontecerá entre 20 e 23 de março, se dividirão ao longo dos próximos dias organizando o espaço para a chegada de mais 200 cursistas. 

As atividades iniciaram ontem pela tarde com o Curso de Formação de Coordenadores e se desenvolveram por todo o dia de hoje. Ontem a preparação contou com a colaboração de Juliane Furno, militante do Levante da cidade de São Paulo e responsável pelo setor de Agitação e Propaganda (Agit-prop). No espaço ela trouxe a reflexão da importância histórica do Agit-prop nas revoluções e compartilhou suas experiências dentro do setor. 

No dia de hoje os jovens organizadores foram divididos em equipes responsáveis por atividades complementares para que o espaço esteja pronto até amanhã. Foi realizada a limpeza do espaço, confecção de cartazes e a preparação do grupo de comunicação visando que tudo esteja pronto para o inicio do acampamento. Com a alegria que a juventude carrega, a comissão organizadora está ansiosa para receber os participantes que virão de todo o estado. 

O acampamento que iniciará quinta feira (20), além de pensar na realidade da juventude sergipana, será uma preparação para o Acampamento Nacional que acontecerá em abril. Os jovens do sertão, da periferia, da Unit, dos diversos polos da UFS, ao refletir suas diferentes realidades, têm como objetivo discutir coletivamente o papel da juventude nas transformações sociais. 

 E você arrumou suas malas? Ainda dá tempo!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TOMA POSSE A NOVA DIRETORIA DO DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UFS

No dia 15 de janeiro de 2014, no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe, tomou posse a nova diretoria do Diretório Central dos Estudantes da UFS. O clima era de celebração, pela reabertura do DCE, que estava fechado há cerca de um ano, e o tom era de compromisso com o resgate da legitimidade da maior organização estudantil do estado.

A mesa de posse contou com diversos movimentos sociais e sindicais, com os quais a nova diretoria firmou seu compromisso de contribuir, com a participação estudantil, em solidariedade às lutas dos trabalhadores do campo e da cidade. Também estiveram presentes representantes da Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores, dos quais foi cobrado o compromisso com as demandas da juventude e da educação pública. À Administração da universidade, também presente ao ato, foram cobradas inúmeras pautas estudantis, tais como o auxílio-xerox, residência e creche universitárias. Sem dúvidas, a exigência de melhor qualificação da política de permanência dos estudantes na universidade foi o tom do discurso de posse.

A alegria, a informalidade e o entusiasmo dos presentes, com auditório cheio, foram destaques. Foi ressaltado, pela presidenta eleita, Jessy Dayane (Estudante de Serviço Social), que a medida de uma gestão vitoriosa é o reconhecimento do DCE pelos estudantes como uma entidade capaz de defender direitos da juventude e da educação pública. Nesse sentido, ressaltou o posicionamento contrário do DCE a qualquer medida privatista, incluindo o processo que vem ocorrendo no Hospital Universitário, com a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).
Depois de 1 ano fechado, a presidenta da diretoria empossada afirmou: “Só em dois momentos de sua história o DCE foi fechado: primeiramente, em 1964, quando todas as entidades representativas do movimento estudantil foram postas na ilegalidade pela ditadura e a segunda quando, por descaso da última gestão, o DCE passou 1 ano de portas fechadas. O momento é de reerguer essa entidade e que ela seja porta voz da luta por direitos”.

Esta gestão terá a tarefa de fazer ecoar o desejo de cerca de 30 mil estudantes espalhados pelo estado de Sergipe tanto nos campi presenciais (São Cristóvão, HU, Lagarto, Itabaiana e Laranjeiras), quanto nos polos de Ensino à Distância, além de atuarem junto aos anseios da juventude que luta pela continuação da expansão universitária, como é o caso da Juventude Sertaneja.


Participaram da mesa de Posse: Associação Aliados pelo Verso (ALPV); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros (CTB); Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFS (SINTUFS); Associação dos Docentes da UFS (ADUFS); Consulta Popular; Deputado Estadual João Daniel; Vereador Iran Barbosa; Deputada Ana Lúcia; Vice-Reitor da UFS André Maurício; Presidenta do DCE Jessy Dayane.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Leilão é privatização!

Previsto para começar às 14h no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, o leilão do campo de libra é um atentado contra a soberania nacional e entrega às mãos da privatização uma área de 180 km do nosso pré-sal. Comprovadamente lá estão depositados de 12 a 14 mil barris de petróleo, correspondendo a tudo que a Petrobras já explorou durante sua existência.    

É pela soberania nacional que hoje o Sindicato do Petroleiros (Sindipetro) que está em greve há vários dias, saiu às ruas junto a diversas centrais sindicais e movimentos sociais pela não privatização do petróleo. Em Sergipe os sindicatos e movimentos se dividiram em diversos locais do estado, fechando o Tecarmo, pontos de extração e a sede da empresa em Aracaju. 

O Levante Popular da Juventude (SE) uniu-se à luta, afirmando o repudio à privatização e ressaltando que além de um momento para se pensar no Petróleo é também momento avaliar se o lucro que se tira das riquezas brasileiras volta para o povo. A militante Jessy Dayane, 1º Diretora de Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE), afirma: "Nós tomamos a posição, tomamos o lado de defender que essa riqueza vá para o povo trabalhador, vá para as periferias, vá para o campo e vá para os lugares que não tenha acesso a educação, saúde à trabalho e é pra isso que a nossa riqueza tem que servir."

O Petróleo é riqueza do povo e o povo brasileiro precisa dele para investir em saúde, educação e tecnologia para o povo. Nossas riquezas não podem ser exportadas, continuaremos nas ruas e em luta por aquilo que é nosso.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

MST REALIZA FEIRA DA REFORMA AGRÁRIA EM SERGIPE

03/10/2013

Por João Mulungu



De 01 a 04 de outubro acontece a Feira da Reforma Agrária de Sergipe na Praça Fausto Cardozo em Aracaju. A feira é organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST e tem como objetivo expor a produção dos agricultores/as assentados e acampados de todas as regiões do estado.

Segundo Esmeraldo Leal, dirigente estadual do MST, essa é 3ª Feira em Aracaju. Segundo o dirigente a feira “aproxima o trabalhador do campo com o trabalhador da cidade através da produção, que muitas vezes chegam as suas casas e não sabem de onde vem a sua origem”.  Outro ponto levantado foi à importância de colocar em pauta na sociedade a Reforma Agrária e seus benefícios.

A feira também conta com atividades culturais durante todas as noites. Val Santos do setor de cultura do MST destaca que “existe uma ligação forte das músicas populares apresentadas durante as noites culturais na feira e a realidade do camponês, da sua produção, da sua vida e acaba existe uma identificação.”


A feira conta com grande apoio da sociedade em geral. Os produtos tem uma grande aceitação da população que pedem esse tipo de ação com mais frequência, pois é preciso consumir alimentos mais saudáveis. Outros movimentos sociais também apoiam a feira, como o Levante Popular da Juventude. Segundo Viviane Leal, coordenadora do Levante em Sergipe, “o MST é um parceiro nas lutas e é preciso que os movimentos urbanos ajudem na luta da reforma agrária e no enfrentamento ao agronegócio e o latifúndio”.   

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Levante presente na recepção dos médicos cubanos em Sergipe



Nos dias 14 e 15 de setembro, dezenas de militantes do movimento sindical, social e da juventude, além de usuários do SUS, realizaram uma recepção calorosa aos 10 médicos cubanos e 2 brasileiras com diploma estrangeiro que chegaram ao estado de Sergipe no aeroporto de Aracaju.

Os médicos foram recebidos com muita festa, músicas e palavras de ordem que colocavam a importância da solidariedade entre os povos promovida pelo governo cubano e pelos seus médicos em missões internacionalistas em diversos países do mundo. Além disso, destacavam também a ida de médicos para regiões de difícil provimento de forma urgente, com o fim de atender a demanda das populações mais desassistidas de forma imediata, mesmo que parcialmente.

Os movimentos entregaram presentes em conjunto aos médicos, como camisas do Brasil, biografias do médico pernambucano Josué de Castro e flores como gesto de carinho e gratidão. Além disso, cada organização os presenteou com bandeiras, camisas e bonés de seus movimentos.

Todos que estiveram presentes naquele momento puderam sentir de perto a mística da Revolução Cubana, que colocou o povo cubano no poder e pôde tornar possível um sistema de saúde que hoje é referência no mundo inteiro, garantindo justiça social e soberania à toda a população, apesar do bloqueio econômico norte-americano. O povo sergipano agradece aos médicos cubanos pela solidariedade e tem certeza que, com a sua chegada, a saúde e a população aprenderão bastante com a experiência desses nobres médicos de ciência e consciência.


Mais fotos nos links abaixo:

1º dia: Boas vindas aos médicos cubanos

2º dia: Boas vindas aos médicos cubanos

Confira abaixo a nota política assinada pelos movimentos sociais de Sergipe em defesa da vinda dos médicos estrangeiros:
EM DEFESA DO SUS E DA VINDA DOS MÉDICOS ESTRANGEIROS PARA SERGIPE

O programa “Mais Médicos” do Governo Federal prevê diversas medidas para mudar a saúde pública brasileira, como a oferta de uma bolsa de R$10.000,00 para médicos, brasileiros e estrangeiros, que forem trabalhar em periferias de grandes centros e interiores dos estados (locais de difícil provimento de médicos).

Em Sergipe, no dia 02/09, 17 médicos brasileiros inscritos no programa começaram a trabalhar. Neste sábado (14/09) as 13h chegarão 2 medicos cubanos e neste domingo (15/09), as 12h, chegarão ao nosso estado mais 6 cubanos e 2 médicos brasileiros que possuem diploma estrangeiro. Os movimentos sociais de Sergipe estarão presentes para recepcioná-los com muita festa, carinho, alegria e entusiasmo. Os cubanos serão distribuídos entre cinco municípios sergipanos, dois para cada: Canindé do São Francisco, Gararu, Nossa Senhora das Dores, Poço Redondo e Umbaúba.

Apesar dessa medida não resolver problemas graves do Sistema Único de Saúde (SUS), como o subfinanciamento e o avanço do setor privado sobre a saúde pública, ela tem caráter progressista, pois leva médicos até populações que historicamente tiveram o acesso à saúde impedido. Ou seja, o programa Mais Médicos tenta suprir a carência de assistência médica nesses locais.

Além disso, o programa teve a capacidade de, nos últimos meses, colocar a saúde pública no centro das atenções. Hoje, temos uma desproporção absurda no número médicos entre os setores público e privado: há 4 vezes mais postos de trabalho médico no setor privado do que no SUS. Com o programa, teremos mais médicos trabalhando na rede pública.

Isso fortalece o SUS! Primeiro, porque os médicos do programa trabalharão no SUS, sistema que quase ¾ da população brasileira depende para ter acesso a assistência a saúde e tem como um de seus princípios a Universalidade do acesso – e sem trabalhadores o sistema não funciona. Assim, fica fortalecida a ideia de que saúde não é uma mercadoria a ser acessada mediante pagamento, mas direito de todos e dever do Estado, como prevê a Constituição Federal. Segundo, porque a presença de médicos em regiões historicamente desassistidas poderá gerar saudáveis contradições. Por exemplo, o profissional poderá reivindicar melhores condições de trabalho junto às autoridades locais.

Há o relato de um médico recém-formado que se inscreveu no programa Mais Médicos e, ao chegar no povoado onde iria trabalhar, deparou-se com falta de medicamentos na unidade de saúde. Prontamente, questionou o secretário, que lhe respondeu: como o povoado não contava com nenhum médico nos últimos 2 anos, não fazia sentido comprar remédios para não serem prescritos e estragarem com o tempo. O jovem médico, então, entregou ao secretário uma lista com medicamentos que julgava necessário estarem na unidade de saúde e, na semana seguinte, recebeu boa parte do pedido. Isso não é o ideal, mas ilustra o fato de que as coisas podem ser mudadas mediante pressão social e construção coletiva, inclusive dos profissionais da saúde.

Ademais, nem todas as unidades de saúde estão precarizadas a ponto de nenhum profissional ter condição de trabalhar nelas. Existem unidades novas ou em bom estado de conservação, nos interiores e nas capitais, que necessitam, dentre outras coisas, a fixação de médicos para tocarem o serviço.

Há necessidade de médicos em diversas regiões do país e de mais investimentos na saúde pública. Ambas as reivindicações (mais médicos e mais estrutura) são necessárias e devem ser combinadas. Uma não impede a outra. A população deve apoiar a vinda dos médicos estrangeiros e lutar por reformas estruturais e mudanças no modelo brasileiro de assistência à saúde – como mais financiamento do SUS (defendemos 10% da receita bruta da União exclusivamente para a saúde pública); mudança na formação dos profissionais da saúde para que tenham mais contato com a Atenção Primaria durante a graduação; maior valorização e plano de carreira para trabalhadores do SUS; acesso universal a medicamentos em todo o território nacional; fim da precarização do trabalho, das terceirizações e das privatizações na saúde.

O Brasil precisa de Mais Médicos, de Mais SUS e de muito mais!

Assinam esta nota:
Articulação nacional de movimentos e práticas de educação popular e saúde (Aneps)
Associaçao Cultural Raizes Nordestinas (ACRANE)
Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Coletivo de Juventude do Alto Sertão
Coletivo Quilombo
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Consulta Popular
Fórum em Defesa da Grande Aracaju
Instituto Braços
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial de Mulheres (MMM)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Movimento Negro Unificado (MNU)
Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU)
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento Popular de Saúde (MOPS)
Movimento Popular Ecológico (MOPEC)
Movimento Sem Casa (MSC)
Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (SINDASSE)
União Estadual de Estudantes de Sergipe (UEES)

sábado, 7 de setembro de 2013

Mulheres do Levante participam do 9 encontro da Marcha Mundial das Mulheres

Mais de 80 mulheres do Levante Popular da Juventude de todas as regiões do país, estiveram presentes no 9ª Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, em São Paulo, que teve como lema: “Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo”, nos dias 25 a 31 de agosto.
Segundo Janaita, do Levante Popular da Juventude, o encontro foi importante para as militantes do levante. O Levante Popular da Juventude, afirma, é um movimento misto, ou seja, composto por homens e mulheres, e participar do encontro da marcha fez com que reafirmássemos a importância da pauta das mulheres para a construção de um mundo mais igualitário e livre de opressões entre homens e mulheres.
O encontro contou com a participação de vozes feministas de todos os continentes que relataram as especificidades da opressão de gênero em seus países e a afirmação de que as mulheres tem comum o mesmo inimigo: o sistema capitalista, patriarcal e lesbofóbico.
Para Patrícia Chaves, do Levante, foram dias de solidariedade, de partilha de vidas e resistências. Dias de debate sobre o avanço do capital sobre os territórios, trabalho e corpo das mulheres. Foram dias de fortalecer um campo político e refletir sobre as trajetórias do feminismo nesse continente. Tudo isso com muita diversidade, batucada feminista, cores, lambes, estencil, músicas e alegria.
O Encontro reafirmou o compromisso das mulheres do Levante contra o machismo e da sua aliança com a Marcha Mundial das Mulheres, com que o movimento tem parceria  desde sua criação.
As mulheres do Levante realizaram duas reuniões durante o encontro. As companheiras trocaram relatos sobre a situação nos estados e os desafios que deverão ser superados.
Além disso, no dia 30, dia em que o Levante esteve nacionalmente em luta pela democratização dos meios de comunicação e contra o monópolio da Rede Globo, as mulheres participaram da manifestação que escrachou a Globo de São Paulo. Em uma de suas ações, elas estenderam duas as faixas, “Fora Globo” e “Abaixo a mídia machista”. Mariana Norris, afirmou que “Nós, mulheres, queremos uma mídia livre, livre do machismo que mercantiliza os corpos das mulheres!”.
O último dia do encontro foi marcado pelo ato público. As mulheres marcharam pelas ruas do centro de São Paulo gritando palavras de ordem como: “A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer!”, “Legalize/ O corpo é nosso/ É nossa escolha/ É pela vida das mulheres”, “A nossa chama é o fogo da revolução”, “Eu to na rua é pra lutar, por um projeto feminista e popular”.
Jessy Dayane, diretora de mulheres da UNE, diz que as mulheres do Levante saíram do Encontro da MMM mais convictas da necessidade do feminismo para mudar o mundo e animadas a fortalecer a auto-organização e o feminismo dentro do Levante. Estamos juntas, certas de que seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O machismo faz mais uma vítima!

Todos ficaram espantados e solidários à família vitimada ante o assassinato da trabalhadora Danielle Bispo dos Santos, cometido pelo seu ex-companheiro, nas dependências do Restaurante Universitário (RESUN) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), nessa segunda-feira, 19/08/2013.
Do ocorrido, expuseram-se na mídia duas explicações imediatas: uma, apresentada pelo próprio assassino, de que o motivo seria ciúmes e outras queixas com a família da jovem; outra, trazida dos burburinhos dos curiosos e do ímpeto de obter responsáveis institucionais, daria ao fato a causa da insegurança no campus.
São duas visões compreensíveis: a primeira, oriunda de uma visão particular sobre o caso, inclusive partindo dos sentimentos expressos pelo malfeitor;  a segunda, fruto tanto da violência a que estamos suscetíveis, quanto do clima de terror instigado, sobretudo, pela grande mídia.
Ocorre que a faca que ceifou a vida de Danielle é a mesma faca que assassinou cerca de 43.700 mulheres de 2000 a 2010 no Brasil (Mapa da Violência 2012 – CEBELA e FLACSO Brasil).
Trata-se do assassinato de uma mulher ocasionada pelo seu ex-companheiro. Isso se repete há muito tempo e não se explica tão somente por crise de ciúmes, violência generalizada ou insegurança no campus.
Não se quer afastar o debate sobre a necessidade de garantir segurança ao povo que frequenta a universidade. Isso é fundamental. Mas se quer, por ora, trazer ao centro da discussão o que de fato caracteriza o ocorrido, para incidirmos sobre a questão.
Ao considerar o fato como expressão da subjugação histórica da mulher ao homem, do machismo, como a explicitação da violência contra a mulher num local público, permite-se entender que toda maneira de dificultar à mulher o acesso a uma condição de igualdade significa mais uma punhalada. Danielle teve seu direito à vida suprimido e outras mulheres tem outros tantos direitos proibido por esses punhais.
Nesses termos, a cobrança que se faz da administração da universidade – longe de imputar responsabilidades pela situação, senão ao próprio agressor –, é que seja intransigente na luta contra essas violências.
Assim como o estímulo à produção científica sobre as relações de gênero e violência, a construção de uma creche universitária, por ser um espaço pedagógico em que as mães (e pais!) podem deixar seus filhos para desfrutar dos direitos à educação e ao trabalho, dentre outros, pode ser uma sinalização positiva e possível nesse enfrentamento.

Emanuele Suzart – Marcha Mundial de Mulheres/Sergipe
Jessy Dayane – 1ª Diretora de Mulheres da UNE e militante do Levante Popular da Juventude/Sergipe

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Machismo e impunidade – violência contra a mulher

A violência histórica que acompanha a mulher, fruto de uma sociedade moldada em valores machistas e opressores interferem na liberdade, no existir, no seu processo de construção enquanto mulher e enquanto ser social. Mulheres são violentadas todos os dias, a lei Maria da Penha ainda está longe de protegê-las e os profissionais despreparados para lidar com as situações que chegam diariamente às delegacias, o que diversas vezes resulta na falta de incentivo à denuncia. Hoje, na cozinha do Restaurante Universitário (Resun) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), entre as inúmeras mulheres que sofreram e irão sofrer com a opressão do machismo, Daniele Bispo dos Santos foi assassinada a facadas.
O homicídio ocorreu nesta manhã (19) nas dependências da UFS, São Cristóvão, o autor do crime, Cleiton Soares de Souza, 33, era ex companheiro da vítima, segundo a polícia. Daniele, 28, auxiliar de cozinha do Resun foi golpeada com diversas facadas e, sem resistir, morreu no local; pessoas que estavam por ali afirmam que após cometer o crime o rapaz tentou suicídio, mas foi impedido e preso em flagrante. Não é um momento de questionar a segurança dentro da Universidade como muitos estão fazendo, o crime que aconteceu nessa manhã poderia ter ocorrido em diversos outros lugares, pesquisas apontam que ano passado, 2012, a cada hora 10 mulheres eram vitima da violência no Brasil e que, entre as denuncias, 70% dos agressores eram o companheiro ou o cônjuge da vítima.

Foto:
Cleiton Soares Souza, 33
A Agência Brasil aponta que de janeiro a dezembro de 2012 a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) contabilizou 732.468 registros, sendo 88.685 relatos de violência, 56% deles tratavam-se de violência física seguida de psicológica. Quanto mais claras as situações de violência ficam a sensação é que o único tratamento é a impunidade, o Brasil está entre o país em que mais se matam mulheres. Mês passado, na mesma Universidade, um estudante bateu na ex-parceira, servidora da UFS, uma das representantes da comissão que avaliou o caso afirma que ao rapaz restou apenas uma advertência.

A violência contra mulher estampa manchetes diariamente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgou esse ano que um terço das mulheres já foram agredidas fisicamente ou sexualmente por um ex ou atual parceiro e que apesar da maioria saber sobre a Lei Maria da Penha, a minoria sabe o seu conteúdo e o que ela garante. É preciso conscientização, é preciso fazer valer o serviço de proteção à mulher, é preciso quebrar o machismo para que não seja preciso prevenção. Enquanto o direito de ir e vir da mulher não for garantido, é preciso mulher na rua para lutar; quando garantido, é preciso mulher na rua para não retroceder.

Por: Emilly Firmino
Sergipana, 18 anos, estudante de jornalismo, militante do Levante Popular da Juventude.
firmino.emilly@gmail.com

segunda-feira, 17 de junho de 2013

2º Dia do Calouro do Levante Popular Juventude na UFS


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A dignidade da luta pela moradia


Assim como o mês de abril de 1996 foi de pesar para os sem-terra, pelo extermínio, no dia 17, de 19 camponeses do MST no Pará, no episódio conhecido por Massacre de El Dourado de Carajás, o mês de abril de 2013 foi sombrio para os sem-teto que lutam pelo direito à moradia em Sergipe.

Nesse mês ou em sua proximidade, aconteceram 3 despejos, que retiraram a habitação de 750 famílias, envolvendo cerca de 4 mil pessoas. Dois despejos aconteceram na Barra dos Coqueiros e outro em Aracaju, no bairro 17 de marco.

Aconteceram, também, as prisões de 4 pessoas – lideranças e visitantes – em áreas de ocupações organizadas pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU). Assim como em Carajás, não houve motivo justificável para as ações da polícia, senão a própria intenção de retaliar quem se organiza para reivindicar direitos. Prova da arbitrariedade das prisões é que todas as pessoas foram soltas logo após a primeira intervenção da assessoria jurídica do movimento. Não havia acusação plausível.

De um lado, vê-se grande quantidade de famílias em busca de um direito consagrado pelos tratados internacionais e pela própria Constituição Federal: o direito à moradia. Apesar de diversas linhas de crédito e financiamento abarcarem faixas de renda cada vez menores, tais benefícios não alcançam todos que vivem na informalidade, sem renda fixa. É basicamente esse contingente que se dispõe a morar em ocupações urbanas, sem saneamento básico e sem acesso a sociais, como educação e saúde.

De outro lado, percebe-se que há uma ação articulada tanto por parte de algumas prefeituras, como as de Aracaju e Barra dos Coqueiros, quanto da Polícia Militar e de alguns setores mais conservadores do Judiciário - que insistem na insensibilidade ante o direito à moradia - no sentido de perseguir os que ainda resistem e evidenciam o problema da falta de moradia adequada. Uma questão social.

A similaridade do abril de 2013 com o Massacre do El Dourado dos Carajás se dá por conta da repressão a movimentos sociais que lutam por direitos. Um no campo, frente à forca do agronegócio, outro na cidade, ante o poderio das grandes construtoras. Pedra no caminho da especulação imobiliária. O povo é o mesmo: carente de direitos e desprovido da assistência do Estado. O tempo é diferente, são 17 anos passados do massacre dos camponeses; mas a repressão ainda persiste.

Portanto, é momento de expressar o repúdio a qualquer tentativa de retroceder em direitos fundamentais e de se solidarizar com todas as mulheres, homens, jovens, idosos, crianças, pais e mães de família que se dispõem à luta pela sua moradia e pelos que dela necessitam.

É tempo de avançar!

Assinam essa nota: 
Consulta Popular, 
Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), 
Levante Popular da Juventude, 
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), 
Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU) e 
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

terça-feira, 16 de abril de 2013

Levante rumo ao Congresso da UNE


Entre os dias 29 de maio e 2 de junho irá acontecer em Goiânia (GO) o 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes, o CONUNE. É o maior e mais importante fórum de deliberação sobre os rumos do movimento estudantil brasileiro, no qual acontecem debates sobre educação, conjuntura e movimento estudantil, além da eleição da nova diretoria da entidade.
O Congresso da UNE acontece a cada dois anos. O último, em 2011, reuniu mais de dez mil estudantes, e milhares de delegados representando 97% das universidades brasileiras. Plural, o CONUNE conta com a participação de praticamente todas as organizações da juventude brasileira, sendo o espaço mais representativo do movimento estudantil em âmbito nacional.
Após a nacionalização do Levante Popular da Juventude entendemos que também temos responsabilidade sobre os rumos do movimento estudantil nacional e que nossa frente estudantil deve fazer o debate e a disputa sobre os rumos da UNE, para que a entidade também contribua, de forma fundamental, na construção do Projeto Popular para o Brasil.
No material abaixo você pode conhecer um pouco mais do que temos pensado sobre a UNE, o movimento estudantil, a educação e a realidade brasileira.
O processo eleitoral para o Congresso começou em 18 de março e vai até 17 de maio. É possível acompanhar as eleições de todas as universidades do país no site da UNE  (http://www.une.org.br/congresso/). Em algumas universidades quem está organizando o processo eleitoral é o DCE, em outras – em que não existe DCE ou que esse não manifestou interesse – as eleições podem ser organizadas por comissões formadas por 10 estudantes.
Em diversas universidades por todo o país o Levante Popular da Juventude está organizando chapas para eleger delegados para participarem do congresso. Se você concorda com nossas leituras e propostas, se some a nós nesse processo. Entre em contato com o Levante na sua universidade ou  pelo email estudantil@levante.org para receber mais orientações. Para que possamos, juntos, construir uma participação no CONUNE com toda a alegria, ousadia e irreverência, da juventude que ousa lutar!
Veja aqui o nosso material para o CONUNE.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NOTA DE REPÚDIO AO PROCESSO ELEITORAL PUXADO PELA GESTÃO INTEGRAÇÃO DO DCE UFS


NOTA DE REPÚDIO AO PROCESSO ELEITORAL PUXADO PELA GESTÃO INTEGRAÇÃO DO DCE UFS
No dia 03 de abril de 2013 os estudantes da Universidade Federal de Sergipe sofreram um duro golpe. A atual gestão do DCE (Integração – Mais vale o que será. UJS/PCdoB) realizou um Conselho de Entidades de Base (CEB) onde foi aprovado um calendário eleitoral com a maior parte dos estudantes em férias. Em um processo completamente atropelado, as inscrições de chapa aconteceram nos dias 04 e 05 e votação está prevista de 16 a 19 de abril. Nessas condições, a participação estudantil ficou inviabilizada na construção das chapas e nas eleições.
Esse CEB, que deliberou a data da eleição do DCE-UFS, foi tocado de forma arbitrária e antidemocrática. A convocatória do Conselho foi divulgada com menos de 24 horas de antecedência. A maioria dos Centros e Diretórios Acadêmicos (CA’s e DA’s) não foram avisados. Dessa forma não houve ampla participação dos estudantes, estando presentes apenas 21 CA’s e DA’s (Destes, já foram identificadas irregularidades como duplicação de CA’s e pessoas que não representavam os CA’s de seus respectivos cursos). Em CEB’s passados a média era de 45.
Acreditamos que esse processo eleitoral é ilegítimo, antidemocrático e desrespeitoso com todos os estudantes da UFS. A maioria de nós está entrando de férias. O Campus de Lagarto entrou em férias no dia 1º de Abril sendo impossibilitado de participar e escolher sua representação. O DCE-UFS é uma representação estudantil e, sendo assim, sua gestão deve ser escolhida a partir do amplo debate com a maior participação possível dos estudantes.
Nesse sentido, diversos Centros e Diretórios Acadêmicos e organizações do movimento estudantil estão em campanha pela anulação do processo e realização de um novo CEB no início do próximo período. Esse CEB deve votar um novo processo eleitoral, democrático e participativo, onde os estudantes possam opinar, construir suas propostas e decidir sobre qual DCE é melhor.
É preciso que TOD@S os estudantes somem-se a essa luta! Para que tenhamos eleições legítimas no início do próximo período letivo 2013.1!
Por uma eleição do DCE legítima e democrática!
Vamos à luta!
Assinam:
CAMPUS SÃO CRISTOVÃO
Associação Atlética Universitária - AAU
Centro Acadêmico de Administração – CAAD
Centro Acadêmico de Artes Visuais - CENARTE
Centro Acadêmico de Ciências Sociais Caio Amado - CACAM
Centro Acadêmico de Direito Profº Sílvio Romero – CASR
Centro Acadêmico de Economia Celso Furtado - CACEF
Centro Acadêmico de Enfermagem - CAEnf
Centro Acadêmico de Farmácia – CAFAR
Centro Acadêmico de Filosofia Livre - CAFILL
Centro Acadêmico de Fisioterapia - CAFisio
Centro Acadêmico de Fonoaudiologia – CAFON
Centro Acadêmico de Medicina - CAMED
Centro Acadêmico de Secretariado Executivo - CASE
Centro Acadêmico de Serviço Social Maria Anizia Góes de Araújo - CASMAGA
Centro Acadêmico de Zootecnia – CAZOO
Centro Acadêmico Independente de Relações Internacionais – CAIRI
Centro Acadêmico Livre de Biologia – CALB
Centro Acadêmico Livre de Computação - CALICOM
Centro Acadêmico Livre de Ecologia – CALECO
Centro Acadêmico Livre de Engenharia Agronômica – CALEA
Centro Acadêmico Livre de Engenharia Florestal - CALEF
Centro Acadêmico Livre de Odontologia – CALO
Diretório Acadêmico de Comunicação Social - DACS
Diretório Acadêmico de Engenharia Química e Química Industrial - DAEQUI
Diretório Acadêmico de Psicologia - DAPSI
Diretório Acadêmico Livre de Geografia - DALIGEO
Diretório Acadêmico Livre dos Estudantes de Pedagogia - DALEPe

CAMPUS LAGARTO
Centro Acadêmico de Enfermagem - CAdEnf
Centro Acadêmico de Farmácia - CAFAF
Centro Acadêmico de Fisioterapia - CAFisio
Centro Acadêmico de Fonoaudiologia - CAFono
Centro Acadêmico de Nutrição - CANut
Centro Acadêmico de Odontologia - CAOdont
Diretório Acadêmico de Medicina - DAM

CAMPUS DE ITABAIANA
Centro Acadêmico de Biologia
Centro Acadêmico de Geografia – CAGITA
Centro Acadêmico de Química

CAMPUS DE LARANJEIRAS
Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo – CACAU

12 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Despejo na Barra dos coqueiros deixa claro posicionamento dos poderes com relação a questão da moradia


Se são muitas as políticas de habitação colocadas pelo governo federal, claro é o posicionamento do judiciário quando os trabalhadores se organizam e explicitam a real necessidade de morar. Quem esteve ontem durante o dia em Barra dos coqueiros pode acompanhar a forma como o povo foi tratado e expulso de suas moradias sem resolução pratica do que seria feito pelos governos.
A promotoria púbica da comarca de Barra dos Coqueiros se negou a apoiar os moradores, nenhuma assistente social nem do governo, nem da prefeitura se fizeram presentes. Somente tratores e a policia para humilhar o povo e destruir em segundos as moradias construídas com muito esforço pelos ocupantes.
Indignação, choro e revolta pela falta de posicionamento daqueles que deveriam defender o direito do povo. As únicas autoridades presentes da prefeitura foram o secretario de assuntos jurídicos que lá estava pra fazer acontecer o despejo, secretario de comunicação que em seu pronunciamento deixa claro que só estava ali para tirar fotos e o deputado João Daniel que procurou a justiça , os governos na tentativa de impedir o despejo.
Infelizmente os prefeitos insistem na antiga formula de articular políticas publicas somente nos espaços de guetos eleitorais onde o povo deve somente pedir , quando lutam são enxergados como empecilhos para o desenvolvimento dos municípios.
Os grandes projetos da especulação imobiliária estão sendo construídos a todo vapor, nem o terreno onde serão construídas o projeto de habitação popular para as famílias de Barra dos Coqueiros está definido. Ao invés de enxergar o povo como empecilho os prefeitos e os governos deveriam apoiar iniciativas populares não repudiar e se juntar ao judiciário para fazer valer os desejos da alta burguesia sergipana que comemora ao passar pela ponte barra – Aracaju.
Nesse momento as famílias estão acampadas na quadra de esporte da Barra dos Coqueiros, organizadas e lutando, temos a clareza de quem são nossos inimigos e não vamos nos calar.
Chega de Despejo Moradia Popular é um direito!
MOTU - Movimento Organizado dos Trabalhadores

quarta-feira, 27 de março de 2013

1º Seminário de Movimento Estudantil do Levante Popular da Juventude Sergipe


Levante participa da luta pela volta do RESUN na UFS

O Levante Popular da Juventude, juntamente com diversas organizações estudantis, participou hoje, 25 de Março, da manifestação pela volta imediata do RESUN na UFS. Foi protocolado um Abaixo-assinado com mais de 2.000 assinaturas cobrando uma audiência pública em caráter de urgência com o Reitor Prof. Dr. Ângelo Roberto Antoniolli e a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis Profª. Drª. Maria Lúcia Machado Aranhapara para debatermos os seguintes pontos:
1. Data definitiva para o término das obras. 
2. Possibilidade de gerenciamento privado do RESUN. 
3. Manutenção do valor de R$ 1,00 após sua reabertura. 
4. Melhorar e expandir o suporte na alimentação dos estudantes durante o período de reforma. 
5. Expansão do RESUN para os demais campi da UFS, inclusive o HU.

A próxima reunião para debater os próximos passo da campanha está marcada para a próxima Quarta, dia 03 de abril, as 19h no RESUN. Contamos com a presença de todos e todas, pois a fome é imediata.



terça-feira, 26 de março de 2013

JORNADA NACIONAL DE LUTAS DA JUVENTUDE BRASILEIRA!



Leia o manifesto: http://bit.ly/ManifestoJornadaDeLutasDaJuventude

A Juventude brasileira está em luta. Organizada através diferentes movimentos de juventude com vieses diferentes e uma mesma vontade de intervir nos rumos do país, a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira promove atos em 15 estados do país nos meses de Março e Abril, pautados em um manifesto que traz como eixos principais a educação, o trabalho, a reforma política, a violência contra a juventude e a democratização da comunicação de massas.