Entidades manifestam apoio à candidatura de Hugo Chávez
O encontro, realizado nesta terça-feira (24), definiu a criação de um comitê para a construção da campanha Brasil está com Chávez
25/07/2012
Luiz Felipe Albuquerqueda Página do MST
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Participantes do encontro de apoio ao presidente venezuelano
Fotos: Douglas Mansur
|
Durante
o encontro realizado nesta terça-feira (24) – aniversário de Simon
Bolívar – diversas organizações se reuniram na sede do Partido Comunista
do Brasil (PCdoB) para manifestar apoio à chamada Revolução Bolivariana
e discutir iniciativas de apoio o presidente Chávez no embate nos
próximos meses.
Para João Pedro Stedile, da Direção Nacional do
MST, o processo venezuelano é o centro da disputa dos projetos políticos
em jogo no continente latino-americano. Ele avalia que o Império,
representado pelos Estados Unidos, colocam toda sua energia e se
utilizarão de todas suas armas para derrotar Chávez.
“Uma vitória
do Chávez é uma vitoria de todo o povo latino-americano. Mas o
contrário também é verdadeiro: uma derrota de Chávez seria uma derrota
de todo o processo que está em curso nos últimos 12 anos na América
Latina”, disse Stedile.
De acordo com Valter Pomar,
secretário-executivo do Foro de São Paulo, que reúne organizações de
esquerda do continente, as organizações progressistas precisam se
empenhar para mobilizar a opinião pública contra o descrédito que
constantemente é construído para prejudicar o projeto político de
Chávez, organizar ações de solidariedade à Revolução Bolivariana e
alertar a opinião pública sobre o plano posterior às eleições da direita
para desmoralizar o processo eleitoral.
O encontro definiu a
criação de um comitê para a construção da campanha Brasil está com
Chávez. A primeira atividade desse fórum é a organização de um grande
ato, no dia 31 de julho, em frente ao Palácio do Planalto, para receber
Hugo Chávez e manifestar apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.
As
entidades discutem a construção de um ato político-cultural da campanha
no final de agosto em São Paulo e prometem fazer um esculacho se o
candidato Henrique Capriles, da oposição de Chávez, visitar o Brasil.
Carlos
Ron, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), agradeceu o apoio
das organizações brasileiras. “O poder popular é que pode acabar com a
pobreza, a exclusão, a desigualdade, cujo processo latino-americano em
curso significa a alteração das relações de poder em favor da maioria”,
disse.
Articulação da direita
As
organizações denunciaram que existe uma articulação das forças da
direita continental para barrar ou mesmo destruir os avanços
progressistas em curso na América Latina.
“Quando dizemos que a
vitória do Chávez é a nossa vitória, não é um mero slogan. O que está em
jogo é correlação de forças na geopolítica da América Latina”, colocou
Ioli Ilíada, secretária de Relações Internacionais do PT.
Um
exemplo dessa articulação, de acordo com Ioli, é a tentativa de Henrique
Capriles se associar à imagem do ex-presidente Lula, que foi frustada
com a divulgação de vídeo de apoio de Lula ao Chávez (veja aqui). “Não
podemos subestimar a força da direita e a falta de escrúpulos que
algumas forças podem ter. Tomemos como exemplo o Paraguai (ao referir-se
ao golpe de estado sofrido pelo Fernando Lugo)”, atentou a dirigente do
PT.
Stedile alertou que a direita brasileira já tem seu comitê.
Segundo ele, os setores conservadores da Venezuela tinham como fonte de
notícias veículos de comunicação de Miami (Estados Unidos) e Madri
(Espanha) para deslegitimar o governo de Hugo Chávez. A partir desta
ano, o difusor central de informações contra o governo é o Brasil.
“A
direita daqui coloca na imprensa brasileira uma noticia, que às vezes
nem tem tanta repercussão interna, mas imediatamente a direita
venezuelana amplifica essa notícia colocando como fonte a imprensa
mundial”, disse.
Duas campanhas eleitorais
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| O encontro contou com o apoio de entidades, partidos políticos e movimentos sociais |
Ricardo
Abreu, secretário de relações internacionais do PCdoB, ressaltou a
importância de Chávez para o fortalecimento da integração solidária
sul-americana. Com a recente entrada do país no Mercosul, setores da
direita brasileira usaram os meios de comunicação contra a adesão e
decretaram uma suposta morte do bloco econômico. “O que morreu foi o
projeto de Mercosul que eles propunham. No entanto, nós dizemos viva o
Mercosul”, disse.
Para Gilberto Maringoni, do Partido Socialismo e
Liberdade (Psol), a esquerda brasileira tem duas frentes de batalha nos
próximos meses: derrotar a direita no Brasil e contribuir para Chávez
vencer as eleições na Venezuela. “A tarefa muito semelhante ao que passa
Chávez é derrotar a direita aqui dentro. A maior solidariedade que
podemos oferecer é derrotá-la”, disse Maringoni.
Juventude
Caio
Santiago, do Levante Popular da Juventude, disse que os jovens vão
organizar um esculacho se Capriles vier ao Brasil. “A juventude não pode
ficar alheia a essa disputa, já que é um dos setores mais afetados
dentro do outro modelo proposto. Por isso, o papel da juventude em
contribuir nas ações para levar o debate a toda população, com ações,
agitação e propaganda”, defendeu.
“A mídia bate forte, apresenta o
Chávez como inimigo do Brasil, e precisamos dizer à população que a
vitória dele é também uma vitoria do povo brasileiro”, propôs Ismael
Cardoso, da União da Juventude Socialista (UJS).
Leia e assine o manifesto Brasil com Chávez



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