Às vésperas de completar 48 anos do golpe militar de 1964, manifestantes
do Levante Popular da Juventude panfletaram e fizeram encenação de
torturas em frente ao Hospital e Maternidade Santa Isabel, em Aracaju
(SE), para denunciar o Dr. José Carlos Pinheiro, diretor administrativo
da casa, por ter participado ativamente no auxílio aos torturadores da
ditadura no 28° Batalhão de Caçadores (Centro onde eram realizadas as
torturas em Sergipe).
Dr. José Carlos Pinheiro foi um dos participantes, ao lado dos
torturadores, dessa violência contra o povo brasileiro, especialmente
contra os sergipanos. Sua função era “diagnosticar” a saúde dos homens e
mulheres torturados para determinar se eles aguentariam ou não mais
atos de violência.
Da ação participaram cerca de 35 pessoas do Levante, que capricharam
na agitação e propaganda, com direito a encenação de cena de tortura com
pau-de-arara, pano vermelho com pessoas representando as vítimas e
cartazes em apoio à Comissão da Verdade.
Os jovens afirmam: “Estamos certos que a mesma força que matou e
torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e
pobre. E não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem e que
enterrem nossa memória”.

Parabéns ao grupo pela coragem... Depois desse passo qual será o próximo?
ResponderExcluirSergipe na vanguarda do Levante Popular da Juventude, com sua denúncia, antecipa-se a outras ações do Levante Contra a Tortura, principalmente agora às vésperas da comemoração anunciada pelos caquéticos saudosistas dos 48 anos do golpe militar de 1964 que inaugurou o terror de Estado neste País. Comissão da Verdade já!
ResponderExcluirSerá que se esse médico tivesse participado da ditadura, ele ainda estaria atuando até hoje? O CRM não teria sido cassado?? Quais as provas que vocês tem em mão que confirme a paticipação desse médico fazendo torturas na época da ditadura. SOU CONTRA A DITADURA, MAS TAMBÉM SOU CONTRA A DEFAMAÇÃO DE PESSOAS INOCENTES.
ResponderExcluir“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X
Ass. Francisco Aquino (Facebook)